
A prata (XAG/USD) retomou sua tendência mais ampla de baixa nesta quinta-feira, atingindo mínimas da sessão abaixo de US$ 56,00 após uma forte reversão a partir da região de US$ 58,00. Os metais preciosos enfrentam dificuldades nesta quinta-feira, pressionados pela alta dos preços do petróleo, o que deu confiança aos vendedores de prata para testar novamente as mínimas do ano em US$ 54,77.

Os preços do petróleo receberam um novo impulso nesta quinta-feira com notícias de que Israel está considerando retomar os ataques ao Irã após as eleições de meio de mandato nos EUA, o que dificultaria ainda mais um fim negociado para o conflito.
Enquanto isso, aumentaram os ataques dos houthis, apoiados pelo Irã, contra a Arábia Saudita. Segundo relatos, um ataque com drones ao campo petrolífero de Shaybah, da Aframco, matou duas pessoas e reacendeu as preocupações com interrupções no fornecimento de petróleo saudita. Os preços do petróleo Brent subiram mais de 2% nos dois dias anteriores e, no momento da redação, eram negociados acima de US$ 108,00 por barril, muito perto das máximas de cinco meses de US$ 109,37 atingidas em meados de maio.
O XAG/USD é negociado a US$ 56,20, mantendo-se dentro de um amplo canal de baixa, com os indicadores de momentum mostrando uma intensificação da pressão vendedora. O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos no gráfico de 4 horas está em torno de 36, sinalizando a persistência da pressão de baixa sem atingir níveis extremos de sobrevenda, enquanto o indicador de Convergência e Divergência de Médias Móveis (MACD) entrou em território negativo, sugerindo que as tentativas de recuperação continuam frágeis dentro da estrutura de tendência de baixa predominante.
O suporte imediato está na região entre as mínimas da semana passada, em US$ 55,10, e a já mencionada mínima de 2026, em US$ 54,77. Mais abaixo, o limite inferior do canal de baixa traçado a partir das máximas de agosto está agora em torno de US$ 53,65.
Na direção de alta, a resistência inicial coincide com o topo da faixa recente, em torno de US$ 58,501, enquanto o limite superior do canal descendente, próximo de US$ 60,35, atua como uma segunda barreira, antes das máximas do início de outubro, perto de US$ 62,00.
(A análise técnica desta notícia foi elaborada com o auxílio de uma ferramenta de IA. Saiba mais.)
A prata é um metal precioso amplamente negociado entre investidores. Historicamente, tem sido utilizada como reserva de valor e meio de troca. Embora seja menos popular que o ouro, os investidores podem recorrer à prata para diversificar suas carteiras de investimentos, por seu valor intrínseco ou como uma possível proteção em períodos de inflação elevada. Os investidores podem comprar prata física, em moedas ou barras, ou negociá-la por meio de instrumentos como fundos negociados em bolsa (ETFs), que acompanham seu preço nos mercados internacionais.
Os preços da prata podem oscilar devido a uma ampla variedade de fatores. A instabilidade geopolítica ou os temores de uma recessão profunda podem fazer o preço da prata disparar por seu status de ativo de refúgio, embora em menor grau que o ouro. Por ser um ativo que não paga juros, a prata tende a se valorizar quando as taxas de juros caem. Suas oscilações também dependem do comportamento do dólar americano (USD), já que o ativo é cotado em dólares (XAG/USD). Um dólar forte tende a conter o preço da prata, enquanto um dólar mais fraco tende a impulsioná-lo. Outros fatores, como a demanda por investimentos, a oferta proveniente da mineração – a prata é muito mais abundante que o ouro – e os níveis de reciclagem, também podem afetar os preços.
A prata é amplamente utilizada na indústria, especialmente em setores como eletrônicos e energia solar, pois apresenta uma das maiores condutividades elétricas entre todos os metais – superior à do cobre e à do ouro. Um forte aumento da demanda pode elevar os preços, enquanto uma queda tende a reduzi-los. A dinâmica das economias dos EUA, da China e da Índia também pode contribuir para as oscilações dos preços: nos EUA e, especialmente, na China, os grandes setores industriais utilizam prata em diversos processos; na Índia, a demanda dos consumidores pelo metal precioso para a fabricação de joias também desempenha um papel fundamental na formação dos preços.
Os preços da prata tendem a acompanhar os movimentos do ouro. Quando os preços do ouro sobem, a prata costuma seguir a mesma direção, já que ambos têm um status semelhante como ativos de refúgio. A relação ouro/prata, que mostra o número de onças de prata necessárias para igualar o valor de uma onça de ouro, pode ajudar a determinar a avaliação relativa entre os dois metais. Alguns investidores podem considerar uma relação elevada como um sinal de que a prata está subvalorizada ou de que o ouro está sobrevalorizado. Por outro lado, uma relação baixa pode sugerir que o ouro está subvalorizado em relação à prata.